quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Pouco. Tudo.
Me diz, claramente, o que tem dentro do coração de uma mãe? Da sua mãe? Agora me conte a magoa mais intensa do seu melhor amigo, do seu namorado, dos seus familiares. Sabe me informar?
Ao longo da vida muitas coisas passam despercebidas pelos nossos olhos. Um sorriso sincero, um abraço angustiado, um olhar triste, um silencio que grita socorro. E nós? O que fazemos para ajudar? E nós em nossas horas de devaneio? Alguém nos enxerga de verdade? Alguém nos olha além de nossa roupa bonita, pele bem cuidada? Há quem pergunte a você: "Tudo bem?", realmente interessado em saber o motivo da ausência da razão dentro de ti?
Olhe pra tudo ao seu redor, veja como estamos todos sozinhos, cada um em seu canto. Se pergunte se isso é certo, se é errado. E se existe certo ou errado, quem pode julgar quem? Onde estão os obstáculos se não em nossa mente? Quem te impede de ajudar a si mesmo? Quem te impede de evoluir, de abraçar, de ajudar o próximo? Porque estamos todos ocupados com futilidades enquanto o tempo passa? A vida é tão breve, hoje estamos aqui e daqui cinco minutos, já não se sabe. Não meça esforços para se desculpar, não meça esforços para falar com Deus, não se envergonhe por pedir ajuda, não limite seus dias, não deixe nada para a semana que vem, não engole o choro, não controle a risada, faça tudo o que puder.
Mas antes, enxergue tudo com um pouco mais de alma.




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